Tem um tipo de cliente que não quer aprender a fazer marketing. Quer que alguém cuide disso e avise quando algo importante acontecer.
Foi assim com a Original Internacional e a Desiderata, duas empresas de comércio exterior que fazem parte do mesmo grupo. A Original trabalha com importação e logística. A Desiderata é mais antiga, mais de 25 anos de mercado, com escritórios em São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo, atuando em importação, exportação, despacho aduaneiro, armazém alfandegado.
Nenhuma das duas tinha o problema que eu mais escuto de PME: “preciso de um site”. Elas já tinham site. O problema era outro: o site e as redes sociais ficavam parados, porque ninguém no time tinha tempo nem vontade de virar produtor de conteúdo.
O que eu vi quando entrei
Comércio exterior B2B não converte por post bonito. Converte por confiança acumulada. E confiança em conteúdo se constrói com constância, não com um post genial de vez em quando.
O problema não era falta de ideia. Era falta de rotina. Cada post exigia alguém sentar, escrever, revisar, agendar, em cima de uma operação que já era corrida.
O que ficou no ar
Para as duas marcas, estruturei uma operação de presença digital gerenciada:
- Blog no WordPress com publicação recorrente, cada uma na categoria certa do site (a Desiderata separa até por Negócios e Compliance)
- Instagram e Facebook com calendário fixo — carrossel, POV, sempre no mesmo ritmo semanal
- LinkedIn ativo pra Desiderata, focado em autoridade técnica
- Memória de cada rodada, pra cada post partir de onde o anterior parou, em vez de recomeçar do zero toda semana
O detalhe que fez diferença não foi nenhuma peça isolada. Foi nenhuma marca perder o fio da meada. Quem escreve o próximo post sabe o que já foi dito, qual tom já está validado, o que já rendeu engajamento.
O que aprendi
A Desiderata tem uma frase no site que resume bem o motivo de tudo isso: “Sua empresa precisa crescer.” Direto, sem enrolação. Foi o tom que segui em cada peça de conteúdo das duas marcas: autoridade técnica, sem academicismo, tratando o cliente como parceiro que já entende do próprio negócio.
O que eu não esperava era o quanto isso pesa em duas marcas do mesmo grupo. Parece que dá pra copiar o que funciona de uma pra outra. Não dá. A Original fala pra um público que ainda está decidindo se comércio exterior compensa pro negócio dele. A Desiderata fala pra quem já decidiu e quer o parceiro certo pra próxima operação. Tratar as duas do mesmo jeito seria desperdiçar 25 anos de história de uma delas.
O relatório que virou parte do produto
Uma coisa que passei a levar mais a sério depois desse case: entregar relatório sem jargão técnico. A Desiderata recebe um relatório mensal com dados reais de alcance e engajamento, mas escrito pra alguém que dirige uma empresa de logística, não pra alguém que respira marketing digital. Isso mudou a forma como eu reporto resultado pra todo cliente da Orbita depois.
Se sua empresa tem site e redes sociais parados porque ninguém sobra tempo pra cuidar disso, é exatamente esse tipo de conversa que eu gosto de ter.
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